Ex-prefeito é relembrado no ‘Raízes de Passos’

Além de atuar como político, o passense fundou uma das maiores empresas cinematográficas do Brasil

Ex-prefeito é relembrado no ‘Raízes de Passos’
Terceiro episódio da série focaliza o ex-prefeito e empresário José Figueiredo (Arquivo)


O Instituto Mutirõ lançou nesta terça-feira, dia 1º, nas redes sociais Instagram e Tik Tok, o terceiro episódio do projeto ‘Raízes de Passos’, trazendo um pouco de curiosidade do empresário cinematográfico e político, José Figueiredo. Nas duas edições anteriores os personagens foram Zé da Beca e Liquinha Silveira.

A cada edição são apresentadas cinco curiosidades sobre um personagem histórico do município. Desta vez, os idealizadores, Betânia Marques e Márcio de Carvalho, é uma grande personalidade política e do cinema de Passos.

No clipe (clique aqui), que tem o historiador Márcio como narrador dos fatos mostra, contando que em 1939, José Figueiredo inaugurou o Cine Rex, nascendo assim a Empresa de Cinemas Figueiredo, e seis anos depois, foi inaugurada as instalações do atual Cine Roxy, que teve como primeira exibição, o filme ‘Por quem os sinos dobram’.

 

ZÉ PRACINHA

José Figueiredo atuou como prefeito de Passos por três mandatos (1967/1970), (1978/1983) e (1989/1992), período em que realizou vários trabalhos nas áreas da saúde, esporte e cultura. Em uma das suas gestões, construiu diversas praças, entre elas a de São Benedito e Saudade, que lhe rendeu na época o apelido de ‘Zé Pracinha’. “Ele era uma pessoa muito simples e não gostava de colocar seu nome em placas de obras realizadas em sua gestão e também era muito supersticioso com o número 13”, conta Márcio.

Nasceu em Passos no dia 15 de setembro de 1.913, filho do casal Arlindo Figueiredo e Georgina de Paula Lemos. Casou-se com Lucila Agelune Figueiredo em 21 de setembro de 1940, com quem teve 3 filhos. Iniciou seus estudos na Escola Estadual Dr. Wenceslau Braz, hoje Escola Municipal Professora Francina de Andrade.

Quando jovem, trabalhou durante o dia na Lotérica de Waldomiro Reys, e à noite era ajudante de operador no Cine Glória, que naquela época ainda exibia filmes do cinema mudo. A ocupação despertou o interesse pela sétima arte, iniciando uma vida profissional ligada a este gênero de lazer e arte.

Firmou sociedade com João Romeiro Stockler e inaugurou dia 22 de março de 1932, o Cine Paratodos, que ocupou as instalações do extinto Cine Recreio, de propriedade de Fortunato Borsari. Mais tarde, transferiu-se para o prédio de Angelo Oliveri, onde funcionou outro cinema da cidade, o Cine Glória, em que o sistema de som era o Vitafone (por disco).

José Figueiredo faleceu em Passos no dia 18 de setembro de 1999, aos 86 anos de idade.