Docentes da UEMG marcam paralisação por melhorias estruturais e salariais
Acordos resultantes de greves realizadas em 2016 e 2024 vêm sendo desrespeitados pelo governo do Estado

Professores da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) marcaram uma paralisação para esta quinta-feira, 27. Os educadores reclamam das condições de trabalho, da infraestrutura para o ensino, dos salários e da defasagem salarial.
Na manhã desta quinta-feira, os professores participarão de uma Audiência Pública na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, às 10 horas, para discutir a importância de uma política de valorização salarial e da carreira no ensino superior. No local, também será lançado a campanha Salarial Educacional de 2025.
Já à tarde, às 14 horas, será realizada uma Assembleia Geral presencial da Associação dos Docentes da UEMG (Aduemg), no auditório da Faculdade de Educação (FaE/FaPPGen), na Região Centro-Sul de Belo Horizonte..
A Aduemg pontua que, como Minas Gerais aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), não haverá reajuste salarial para os professores entre os anos de 2025 e 2027. "Com o RRF, existe a possibilidade objetiva de interrupção dos concursos públicos, das progressões e promoções", destaca a entidade.
A Aduemg afirma que os acordos resultantes de greves realizadas em 2016 e 2024 vêm sendo desrespeitados pelo governo. A entidade também relata que a autonomia da universidade, prevista no Artigo 207 da Constituição Federal de 1988 e no Artigo 199 da Constituição Mineira de 1989, tem sido igualmente desrespeitada.
"Nos últimos 10 anos, os recursos destinados às duas instituições de ensino superior do Estado – UEMG e Unimontes – variaram entre 0,3% e 0,4% do orçamento geral do estado de Minas Gerais. A situação tem piorado desde 2022", afirma a Aduemg. "Defendemos a ampliação significativa do orçamento até que se garanta 2% do orçamento estadual para as universidades estaduais mineiras", complementa a entidade.